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A Fila mostra quem realmente espera uma pessoa, e a aba do automático deixa de ficar vazia
A Inbox dizia quem estava no comando de cada conversa olhando um campo que o atendimento automático nunca consulta. O efeito era grande e silencioso: a aba Fila listava como "aguardando atendente" conversas que o robô estava respondendo naquele instante, e a aba do automático ficava quase vazia mesmo com ele atendendo a maior parte da caixa. Numa instalação real, medido: a Fila mostrava 83 conversas, a aba do automático mostrava 2, e o robô atendia 47.
Quem via isso concluía a coisa errada em qualquer direção — ou que havia uma montanha de gente esperando, ou que a IA tinha parado de trabalhar.
Agora as duas abas perguntam a mesma coisa que o motor: quem responde a próxima mensagem deste cliente. A Fila passa a listar só o que precisa de uma pessoa de verdade — conversas que a IA escalou, contatos travados para atendimento humano — e a aba do automático mostra o que ele está de fato conduzindo.
O número da Fila vai encolher bastante no primeiro acesso depois de atualizar. Isso é o número certo aparecendo, não trabalho sumindo.
A mesma correção alcança o "você é o Nº da fila" que o cliente ouve pelo WhatsApp, a numeração na tela e o painel de espera do gerente — os três passam a contar a mesma fila. Antes eles podiam divergir entre si.
Para quem opera: nada a fazer. Nenhuma configuração nova, nenhum passo de atualização, nenhum dado alterado — só a leitura de quem está no comando.
Reclamar de cobrança errada não bloqueia mais o cliente
Quem escrevia "não me mande mais boletos" — ou "no me manden más cobros duplicados" — era tratado como se tivesse pedido para sair, e parava de ser atendido. É o oposto do que a pessoa quis dizer: ela está reclamando de uma cobrança e quer continuar falando com você.
A regra olhava só o verbo ("mandar"), que é o mesmo de "não me mande mais mensagens". Agora ela olha também o que vem depois: quando o objeto é uma cobrança, uma fatura, um pedido ou um produto, deixa de ser pedido de saída.
Pedir para sair de verdade continua funcionando igual, nas duas línguas.
O atendente de IA volta a achar horário quando consulta a agenda
Numa clínica, o atendente de IA tentou marcar um procedimento e não conseguiu — duas vezes seguidas. Ele fez tudo certo: descobriu o tipo de atendimento, resolveu a data que a pessoa pediu e foi consultar os horários. Mesmo assim respondeu que a equipe precisava confirmar, e abriu um chamado interno.
A causa não era a agenda nem o atendente. Quando a IA não tem um dado opcional para preencher — no caso, qual profissional atenderia —, alguns modelos escrevem um código vazio em vez de simplesmente não mandar o campo. O sistema aceitava esse código como se fosse um profissional de verdade, procurava a agenda de alguém que não existe, e concluía que não havia horário publicado. Nenhum erro aparecia em lugar nenhum: a consulta era registrada como bem-sucedida.
O sistema agora reconhece esses códigos vazios e os ignora, voltando a usar o profissional configurado no tipo de atendimento. Isso valia para dezenas de lugares além da agenda — inclusive a busca no acervo de conhecimento, em que o efeito era o atendente responder "não sei" com o material publicado ao lado, e o cadastro de negócios, em que um responsável inexistente ficava gravado e sumia dos filtros por dono.